A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), bateu o martelo e decidiu permanecer no comando do estado até o fim do mandato, encerrando as especulações sobre uma possível saída antecipada para disputar outros cargos.
A definição veio após agenda em Brasília, onde Fátima se reuniu com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Publicamente, o encontro foi tratado como institucional, mas nos bastidores a leitura é de alinhamento político visando os próximos movimentos do grupo.
A permanência da governadora ocorre em meio a articulações nacionais que podem beneficiar aliados em um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fátima é cotada para assumir um ministério, o que reforça a avaliação de que o cenário está sendo desenhado com foco no pós-2026.
Enquanto isso, o PT no estado ainda enfrenta dificuldades para organizar a chapa majoritária. A deputada federal Natália Bonavides aparece como um dos principais nomes para o Senado, mas já declarou que sua prioridade é a reeleição, gerando incerteza dentro do partido.
Outro nome ventilado no campo aliado é o do ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que surge como alternativa para a disputa.
Nos bastidores, a decisão de Fátima é vista por adversários como uma estratégia para manter o controle político do estado enquanto o grupo tenta se reorganizar para as próximas eleições, ainda cercado de indefinições e disputas internas.
