Comissão da Câmara aprova convite para Lewandowski explicar fuga do presídio de Mossoró

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) convite para o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, explicar as circunstâncias da fuga de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró. A data ainda será definida.

Havia requerimentos solicitando a convocação do ministro, mas o presidente da comissão, deputado Alberto Fraga (PL-DF), sugeriu a transformação das convocações em convite. Segundo ele, o instrumento da convocação deve ser utilizado caso o ministro se negue a comparecer.

Um dos únicos ministros a falar na reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o primeiro escalão do governo nessa segunda-feira (18), Lewandowski dedicou seu pronunciamento às buscas pelos fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, segundo apurou o Estadão.

As buscas pelos dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró completaram um mês na semana passada. Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça foram os primeiros a escaparem de uma cadeia federal, sistema que existe desde 2006. Cerca de 500 agentes tentam recapturar os fugitivos, ligados ao Comando Vermelho (CV), mas fracassaram até agora diante das táticas usadas pelos detentos e pela geografia da caatinga potiguar.

Internamente, a percepção é de que o maior dano à imagem do governo não foi a fuga em si, mas a demora na recaptura incomoda. O caso expôs ainda problemas da unidade federal, que tinha câmeras desativadas e iluminação precária. Os homens escaparam pela estrutura da luminária, que foi quebrada, e cortaram grades externas com alicates.

A fuga no Rio Grande do Norte aconteceu poucos dias depois de Lewandowski assumir a Justiça após a saída de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF). Há policiais de diversos Estados, além de forças federais, procurando os fugitivos, mas nenhum deles foi recapturado até o momento. O caso se tornou um flanco para o governo na área de segurança pública.

Fugitivos

Durante o período das buscas, a dupla de criminosos já fez uma família refém, conseguindo comunicação com comparsas de outros Estados. Posteriormente, Deibson e Rogério se alojaram em um sítio, cujo proprietário foi posteriormente preso pela PF sob suspeita de ter ajudado a esconder os fugitivos; ele diz que foi mantido refém e obrigado a prestar apoio. Já houve seis presos sob a acusação de ajudarem na fuga de alguma forma; as prisões foram em cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte.

Fonte: tribuna do norte

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