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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. A proposta segue agora para análise do Senado Federal.
O tratado foi assinado em setembro de 2025 e tem como objetivo ampliar as relações comerciais entre os países dos dois blocos, facilitando a circulação de produtos e estimulando investimentos. A expectativa do governo brasileiro é que o acordo gere um aumento de aproximadamente R$ 660 milhões em investimentos no país.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, cerca de 97% do comércio entre o Mercosul e a EFTA será gradualmente liberado para o livre comércio. Outra parcela dos produtos contará com reduções tarifárias parciais, por meio de cotas e condições especiais de acesso aos mercados.
A redução das tarifas ocorrerá de forma escalonada. Dependendo do produto, a eliminação dos impostos de importação poderá acontecer imediatamente após a entrada em vigor do acordo ou em prazos de até 15 anos.
Entre os pontos previstos no acordo estão medidas para facilitar a exportação de produtos agropecuários brasileiros. O texto estabelece mecanismos de cooperação sanitária e fitossanitária, além de procedimentos que podem simplificar o acesso de carnes e outros alimentos aos mercados dos países da EFTA.
O governo também estima uma redução na arrecadação de tributos sobre importações nos primeiros anos de vigência do acordo. No entanto, a avaliação é que essa perda será compensada pelo aumento da atividade econômica, da abertura de mercados e da atração de novos investimentos.
Para entrar em vigor, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Senado e concluído pelos demais países envolvidos no tratado.