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O número de crianças que nasceram e ficaram sem o registro de nascimento no Rio Grande do Norte teve um aumento em 2024.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de sub-registro subiu de 0,72%, ou seja, pleo menos 270 bebês não tiveram a certidão de nascimento emitida.
A falta do documento impede o acesso imediato a serviços públicos essenciais, como atendimento em postos de saúde, matrículas em creches e a inclusão em programas sociais do governo.
Ainda segundo o IBGE, mais de 50 municípios potiguares apresentaram percentuais de desassistência acima de 1%. O caso mais crítico é o de Lagoa de Velhos, onde quase metade das crianças nascidas (49,8%) ficou sem o registro oficial em cartório.
Outras cidades como Francisco Dantas (16,67%), Patu (14,71%) e São Fernando (9,69%) também acenderam o sinal de alerta com índices elevados.
De acordo com a análise do IBGE, a vulnerabilidade social e a crise econômica são os principais motivos para o abandono cartorial. O fechamento de cartórios em pequenas cidades e o custo elevado do transporte para o deslocamento até municípios vizinhos impedem que as famílias mais pobres consigam emitir o documento dos filhos.